5 de setembro de 2017

07 de Setembro – Dia da Independência do Brasil - Atividades para Imprimir

Atividades para Imprimir - 7 de Setembro - Dia da Independência do Brasil
Para o Ensino Fundamental

Retirado da internet.










31 de agosto de 2017

Atividades de Português

Atividades de Língua Portuguesa
Retiradas de: escolaeeducacao.com.br

Ortografia e Interpretação de Textos para o Quarto e o Quinto anos.









































30 de julho de 2017

Direito da criança

Criança precisa de respeito, carinho, amor, mas criança precisa de algo, que ao meu meu ver, é de grande importância, e que nos dias de hoje estamos deixando de lado... criança precisa de atenção! A correria de nossos dias nos tem tirado o que mais precisaríamos dar aos nossos filhos: o nosso tempo e nossa atenção. E não é apenas um erro cometido por pais que trabalham fora, é um erro que todos cometem e que cada vez mais tem alterado o desenvolvimento de nossas crianças. Em casa ligamos a TV ou entregamos um celular nas pequenas mãozinhas de nossos filhos e assim sem pensar dizemos "fica quietinho aí brincando.", como se nesse ato estivéssemos demonstrando nosso amor... saímos para ganhar nosso pão de cada dia e como uma forma de matar nossa culpa passamos a comprar presentes caros e atender cada birra... pegamos nossos pequenos nas escolas, depois de horas sendo "institucionalizados" e entregamos em suas mãozinhas, novamente, algo que os façam ficar quietinhos enquanto nós resolvemos os problemas da vida. E nas escolas... nas escolas o pensamento não muda muito, professores amam os alunos quietinhos, que obedecem as ordens, realizam as tarefas, obedecem os horários... professores gostam de alunos resignados, daqueles que se encaixam no sistema, que seguem as regras da "instituição" sem questionar, sem reclamar, como pequenos robozinhos cumprindo seus papéis de criança em desenvolvimento... é normal ouvirmos termos como "adaptar", "inserir"... termos que quando ouço me remete a termos como "adestrar", "condicionar".... termos que me cortam o coração e que me fazem repensar qual é o real papel de um professor. Acredito que o papel de um professor, assim como o papel de um pai e de uma mãe, seja permitir e fornecer elementos essenciais para o desenvolvimento da criança, com respeito a sua fase de desenvolvimento, com respeito a suas limitações, com respeito aos seus desejos, porque criança tem sim desejos, eles possuem características próprias, reagem de maneiras diferentes a cada situação, criança tem personalidade... e isso também deve ser respeitado. Acho mesmo, que como professores e pais, devemos aprender um pouco mais sobre como olhar para nossos pequenos, como atender seus desejos de maneira responsável, atentos as suas reais necessidades. Vivemos em sociedade e entendo que precisamos ensinar nossas crianças a viver assim, mas acho extremamente cruel pularmos a etapa da infância exigindo de nossos pequenos uma autonomia que eles ainda não possuem maturidade para vivenciar. Eles vão ter a vida toda para aprender a amarrar os sapatos, a vida toda para comerem sozinhos, a vida toda para aprenderem a ficar sozinhos, vão ter a vida inteira para socializar e ser politicamente correto... por hora tudo que precisam é ser criança e ter o direito de ficar fora desse sistema tão indiferente que criamos para nossas vidas. Se você é mãe e tem um filho que considera difícil, para por um minuto de olhar para ele como parte do sistema e olhe para ele como ser único e individual, como alguém que está aprendendo a sobreviver nesse mundo e que não tem a menor ideia do que precisa fazer para ser amado e querido... e o mesmo se aplica para o professor e seu aluno... que tal olhar para aquele aluno que dá trabalho e mudar o foco... A falta de tempo nos tira o olhar, nos tira a atenção individual que a criança requer, e isso é muito perigoso! Estamos criando crianças solitárias, crianças independentes, crianças sociáveis, crianças que sabem ligar o celular, que sabem amarrar os sapatinhos, que vão sozinhos ao banheiro, que comem sozinhos, sem chupeta, sem mamadeira, sem colo... mini adultos, que como nós abaixam a cabeça, obedecem as ordens e entram no jogo da vida... resignados, quietinhos, obedientes. Observe seu filho, observe seu aluno... o choro, a raiva, a agressão, a birra, o silêncio, a falta de alegria ou o excesso de barulho... observe o que ele tem tentado te mostrar, de que maneira ele está demonstrando que algo não está bem em sua vidinha... Será que o que você vê como um problema da criança na verdade não é um problema que os adultos estão criando para essa criança... o que em sua rotina o está desagradando, o que você está o obrigando a engolir e a aceitar... Criança precisa de amor e vai cobrar esse amor das maneiras mais diversas... observe as pequenas mudanças em seu pequeno, as pequenas atitudes, coisinhas que podem parecer insignificantes, mas que na realidade podem ser um grito de socorro. Criança tem sim que aprender a fazer parte da sociedade... mas nós adultos precisamos, antes de querer ensinar isso, termos a humildade de nos colocarmos no lugar de aprendizes e nos dispormos a aprender mais sobre o mundo infantil.... sobre a maneira fantástica que suas cabecinhas se desenvolvem, que seus corpinhos ganham liberdade de movimentos e ações... que seus olhares vão se abrindo para o mundo... antes de nos colocarmos no lugar de mestres temos que nos colocarmos no lugar de alunos também... pois temos muito mais a aprender com elas do que elas conosco! Não crie seu filho para o mundo que você acha ser correto, não ensine seu aluno a fazer o que você acha correto.... apenas permita que ele cresça, que mostre sua identidade, que demonstre sua maneira de olhar para o mundo... interfira quando preciso, oriente quando necessário, mostre o caminho quando achar importante... mas não obrigue seu pequeno a ser algo que ele não é, a querer algo que ele não quer... não diga pra ele ficar quietinho.... incentive-o a falar, a mostrar o que sente, a ser livre para ser quem é... mostre para ele que ele é amado exatamente como é, que pode ser exatamente como é... inquieto, falante, bagunceiro as vezes, criança apenas!!!! O meu não ao mundo dos quietinhos e obedientes, o meu não ao mundo do institucionalizado, do resignado, do apático...  E meu viva ao mundo dos que questionam, dos que apresentam curiosidade e alegria, dos que não se encaixam nesse mundo infantil dos celulares e televisão... meu viva aos que não sabem amarrar os sapatinhos e não ligam pra isso, aos que olham sem medo, aos que se zangam quando são obrigados a algo que não querem... meu viva aos pequenos do mundo que não se condicionam a nossa rotina tão sem vida, tão sem amor! Educo meus filhos para sentirem sem medo, para mostrarem o que sentem, para serem livres para dizer não, para olharem com coragem para o futuro... ensino cada um deles a ser tudo isso, com respeito pelo outro, com amor pelo mundo, com sabedoria para compreenderem as regras que terão que aprender... mas sempre sendo eles mesmos e sempre na certeza de que são amados e queridos exatamente como são! Pouco importa a letra de mão aos 4 anos, pouco importa comer sozinho antes dos dois anos, pouco importa limpar o próprio bumbum antes mesmo de aprender a falar, pouco importa saber as cores, saber ligar o celular, saber fazer fila... pouco importa isso tudo gente... eles terão a vida toda para serem adultos... permitam por hora que sejam apenas crianças... pois é isso que são e é isso que precisam ser...

28 de julho de 2017

Material para concurso

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22 de julho de 2017

A práxis...

Que tal um minuto para pensarmos um pouco sobre nossas práticas em sala de aula, que tal uma análise mais cuidadosa sobre o que estamos fazendo com nossas crianças e para nossas crianças... A teoria em Educação me encanta, mas confesso que estar em sala muitas vezes me frustra e me entristece... mas porque é tão difícil encontrarmos nas escolas uma educação inovadora, alegre, de qualidade... uma educação que permita o amplo desenvolvimento de nossos pequenos...

Em um primeiro olhar, ainda que de maneira superficial, eu diria que um dos principais erros, ainda é aquela antiga fala e que ainda hoje ouvimos repetidamente... quantas vezes ouvimos dos professores "Mas para que preciso aprender isso..." "Mas por que preciso ler esse autor..." "Teoria é bobagem, em sala de aula a realidade é outra..." Infelizmente muitos pensam assim, continuam trabalhando com amor mas não percebem mais a mágica da educação, simplesmente deixam de querer o novo e o surpreendente, passam a viver a Educação como algo que não requer estudo nem pesquisa, agem mecanicamente, transformando o dia a dia em uma eterna rotina de atividades repetidas e sem sentido,  mas que de alguma forma se tornam suficientes. E isso acontece porque não é possível observar o erro quando estamos mergulhados nele, não é possível perceber as possibilidades de novas atitudes quando estamos enterrados em nossos velhos "achismos"! E definitivamente, Educação não pode ser baseada no que achamos estar certo, no que acreditamos dever fazer... é preciso estudo, aprendizagem, compreensão, entendimento. Compreender os caminhos neurológicos, as etapas fisiológicas, conhecer pesquisas que iluminaram o mundo da Educação, aprender com pessoas que dedicaram suas vidas a causa, permitir-se ser aprendiz para somente depois desejar ser mestre...

As crianças vivem momentos muito específicos durante o período escolar, os ciclos, os currículos, nada foi feito ao acaso, nada é indicado sem razão... quando olhamos uma determinada atividade sugerida, a primeira atitude deve ser o compreender o sentido daquilo, o propósito... porque você está fazendo isso, o que pretende com isso... Se a resposta estiver no que você acha ser certo, então você corre o risco de estar errado... a sua resposta precisa ser pautada em pesquisa, conhecimento, em benefícios concretos para os pequenos, e para isso você precisa realmente saber o que está fazendo e porque está fazendo... o que infelizmente nem sempre acontece na realidade das salas de aula....

Não há sentido em sufocar seus alunos, independente da idade, com atividades que você gosta de fazer, com coisas que você acha necessário eles fazerem, com repetições e imposições... com atitudes que de certa forma agradam o professor, os pais, até mesmo o desconhecido que observando de fora pode achar "bonito" ou "criativo"... mas que para a criança não teve nenhum sentido, não significou nada, não levou a nenhum lugar... Grande quantidades de papel, envelopes repletos de pinturas, desenhos, textos, e que em sua grande maioria, não fizeram nenhum sentido para os alunos, atividades que não agregam nada, que não proporcionam nenhum tipo de aproximação com o conhecimento, nenhuma possibilidade de desenvolvimento... Lindos projetos, belíssimos planos de aulas, mas que quando aplicados não apresentam resultados, porque foram feitos para o professor e não para o aluno.

O conhecimento mostra que forçar uma criança a realizar determinada atividade, quando feito em um período inadequado, pode causar graves problemas no seu desenvolvimento emocional futuramente. O conhecimento mostra que o carinho auxilia na aprendizagem, que criança que se sente segura aprende a aprender com maior facilidade. O conhecimento mostra que gritos, medo e imposições levam a penas a resignação e medo mas de maneira alguma levam a aprendizagem... Muitas coisas o conhecimento poderia alterar nas rotinas escolares.... Mas infelizmente a Educação ainda vive na ideia apenas de disciplina e tinta guache, na ideia de cópia de livro e de manter os alunos ocupados e quietos enquanto corremos para finalizar um amontoado de papel colorido, de coisinhas bonitinhas e sem sentido que no fim das contas fazem tudo parecer muito criativo, mas que na realidade não levaram a lugar nenhum.

A criança pequena não é um mini ser humano, a maneira que pensam e observam a vida é diferente da nossa... sua cabecinha ainda está se preparando para o mundo. Eles precisam olhar e manipular as coisas, precisam de aceitação, de compreensão, precisam de apoio, de intervenção na hora certa, de atitudes que os levem a situações de aprendizagem e descobertas... Criança não precisa sentir medo, criança não precisa fazer fila com dois anos de idade, não precisa comer sozinho com 11 meses, não precisa ficar sentadinho pensando na vida.... porque eles ainda nem possuem essa capacidade... O que uma criança aprende com gritos e castigos é a não repetir determinada coisa, eles deixam de fazer algo sem nem ao menos saber o porque... ficam resignados quando passam a aceitar uma rotina que não compreendem... Seria como adestrar um animal, ele passa a saber o que precisa fazer para que não gritem com ele mas nunca vai conseguir compreender o porque de precisar agir daquela maneira. É isso que fazemos com nossas crianças quando não respeitamos sua fase de desenvolvimento, quando não respeitamos sua individualidade e quando passamos a agir mecanicamente e sem uma maior compreensão de nosso próprio trabalho.

"Piaget é bobagem", "Paulo Freire é perder tempo", "Nunca nem abri esse livro", "Não preciso de teoria.", "Criança tem que obedecer e pronto.", "Esse atrapalha o andamento da atividade", "Vai fazer o que eu quero sim!", e por aí vai... um monte de pensamento ultrapassado e pobre que levamos para sala de aula e que passamos a repetir diariamente, transformando a Educação em algo maçante, levando nossos alunos a um sentimento de aversão pela sala de aula, a falta de vontade de aprender. E fazemos isso sem nem perceber, destruímos possibilidades, enterramos tantas doces possibilidades de crescimento e desenvolvimento...

Quantas crianças odeiam a escola, quantas não querem ir para a sala de aula, quantas crianças condenamos a insegurança, ao medo, a impressão de não serem adequados, de precisarem ser algo que não são, de não serem aceitos e amados. E tudo em nome de disciplina e letra cursiva aos 4 anos! Talvez elas se tornam resignadas e quietas, talvez passem a perder suas horas em frente a um caderno de caligrafia com palavras sem sentido, talvez passem a acreditar que é aquilo que precisam fazer para serem amadas... mas será... será que estamos permitindo a infância de nossas crianças, a individualidade, a alegria, a espontaneidade... a prática, na maioria das vezes, nos mostra que não...

Para ser um bom médico você precisa conhecer o corpo humano em detalhes, precisa estudar o corpo humano, a maneira como ele funciona, não basta achar que algo está errado, médico não acha, ele sabe que precisa estudar e compreender. Um advogado precisa conhecer todas as leis, saber os caminhos que elas levam para funcionar na sociedade. Um engenheiro precisa ser preciso em seus cálculos. Toda profissão requer conhecimento, estudo, dedicação, pesquisa, um ato contínuo de sempre buscar aprendizado naquilo que se propõe... E infelizmente, ó que falta na Educação, é exatamente isso, a formação contínua do profissional, o desejo constante de saber mais sobre o que faz, falta essa chama, essa crença de que estudar é preciso.

E eu fico aqui pensando.... o quanto tudo isso é contraditório... é absurdo olhar para um professor e perceber que ele não acredita no poder do estudo! Um professor que acha que não precisa estudar nem aprender coisas novas é um professor que jamais despertará no seu aluno o amor pelo conhecimento, o desejo de compreender o mundo, de mudar o mundo... são esses professores que fazem as próximas gerações resignadas, caladas... gerações que não se sentem no direito de pensar, de questionar, gerações que não compreendem a cidadania, a possibilidade, que não sabem o valor da educação, o valor de aprender, de conquistar! Gerações que aprenderam a obedecer ordens sem sentido, a calar, a ter autonomia para amarrar os sapatos mas a não ter autonomia para dizerem o que gostam ou não de fazer. Gerações que aprenderam que devem repetir o que é feito sem questionar, que perderam a voz, que foram rotulados e julgados e condenados a viverem uma realidade totalmente fora do que realmente precisavam para se verem como seres humanos únicos e maravilhosos!

Se você é professor e ficou bravo com meus pensamentos eu só tenho a lamentar, se você é professor e ainda acha que atividade para pai ver é a razão de estar em uma escola, eu só lamento por voê e por seus alunos... Se você é professor e não compreende o que escrevi eu apenas sinto pena... pena de tudo aquilo que você poderia fazer e não percebe ser capaz...

Mas se você é professor e se assim como eu não aceita tudo isso, eu te convido ao estudo, a busca do conhecimento, a leitura incessante, ao desejo ardente de crescer... mas mais que isso... eu desejo que você tenha coragem, coragem de dizer não, coragem para apontar o que precisa ser mudado, coragem para não entrar no jogo, para não se vender barato.... coragem para mudar o mundo!